sábado, 31 de maio de 2008

Escrevendo, sempre.

Sei que não sei escrever. Sei que não tenho aquela veia especial.
Sei apenas que me sinto melhor escrevendo.
Escrevo porque me apetece, escrevo o que sinto, e vou sempre escrevendo... com clareza, para mim claro, sem pretensão , sem vaidade.
Vou-me descobrindo a mim própria e sinto os meus limites.
Leio desde criança, leio muito, jornais, revistas mas, sobretudo livros, e enquanto leio, penso... parece tão fácil escrever, conseguir transmitir ideias, histórias, pensamentos,despertar emoções ,fazer soltar risos ou lágrimas.
Mas...é preciso ser especial, e isso eu sei que não sou.
E mesmo sabendo que não sei, escrevo.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Selecionar o choro......

Nascemos a chorar,
vivemos chorando...

O primeiro choro é Vida!

Chorar, choramingar....

Chorar com dor.
Chorar com desgosto.
Chorar com emoção.
Chorar com lágrimas.
Chorar com mágoa.
Chorar com alma.

Chorar a rir...

Choramos por capricho.
Choramos por amor.
Choramos por paixão.
Choramos por alegria.
Choramos por aflição.
Choramos por ausência.

Quem nunca chorou?
Comunicamos a chorar.
Hoje choro a morte...

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Faço-lhe uma sugestão

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro A chama de uma vela, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxoleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis“. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho como motivo de meditação: “Como se comporta a Sua Solidão?“ Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Há dias assim

Isto é cansaço.
É desconforto interior.
O meu pensamento, vai durante longas horas...divagando
nas experiências,repetidas ao longo da vida com monotonia.
Vejo-me ao espelho
Não sei quem é.
Olhos cansados.
As rugas desenham-se como os caminhos, que já percorri .
Os vincos à volta da boca ...
Uma cara. Mais feia que bonita.
Quem será?
Equívocos da vida.
Há dias que a vida se esquece de nós,
que nos tornamos egoístas, que só olhamos para nós,
para dentro...
e sentimos o vazio.
A razão nem sempre explica o mundo
Hoje choveu, é verdade.
Há dias assim...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Para Mim, para Ti, para Nós...

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveise
esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,fiz amigos eternos,amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
“quebrei a cara muitas vezes”!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudadee tive medo de perder alguém especial
(e acabei perdendo).

Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!
Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é “muito” pra ser insignificante.

"Charles Chaplin"
Arquivado em: Outros-Kavorka@1:16pm

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Mensagem

Hoje, recebi por e-mail esta mensagem especial, de um amigo especial, de um escritor especial, por ser tão especial, quero guardá-la, quero mostrá-la...

Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo dearrancar o que se plantou;
Há tempo de adoecer, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo deedificar;
Há tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo dedançar;
Há tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntá-las; tempo de abraçar,e tempo de abster-se de abraçar;
Há tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo dejogar fora;
Há tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estarcalado, e tempo de falar;
Há tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
'O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas naintensidade com que acontecem.
Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis epessoas incomparáveis.'
Fernando Pessoa

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Sentindo saudades do presente...

A verdade é que estamos todos a morrer, mas... até o último suspiro estamos todos vivos.
Contraditório, disparatado, mas, é o que acontece.
Para quem vive sentindo que ainda está cá, e, que quem o rodeia também continua presente, é o conforto necessário.
Para quem enfrenta uma doença, retira especial prazer dos “pequenos nadas” que preenchem o nosso quotidiano.
Para quem que se debate com dúvidas e incertezas , a morte representa a última etapa do processo de viver humano.
É uma realidade da qual não podemos fugir.
Quanto tempo mais?
Dias?
Semanas?
Meses?
Anos?
Tenho a consideração que quando já não é possível curar, mas apenas cuidar é preciso ter amigos ter arte, preservar a qualidade de vida.
Mas... há alguém com coragem de ver a morte chegar alegre, tranquila para levar um amigo?

Funchal

Funchal