quarta-feira, 18 de junho de 2008

Fé ou utopia ?

A minha fé, faz-me acreditar, que quando nos unimos, tornamo-nos fortes, e somos capazes de ultrapassar as maiores barreiras.
A verdadeira união indestrutível faz-me sentir com carácter e energia.
Não quero que os medos e as indecisões, me travem a vontade de viver, e não me deixem sonhar.
Não quero vaguear sem destino.
Não quero que o silêncio me cale, e que a tristeza me paralize.
Quero apreender.
Quero renovar.
Quero saber
Quero lutar.
Quero mudança.
Quero equilibrio.
Quero um país melhor, sem pobreza, sem crises sociaís.
Sou optimista, vejo as coisas pela maneira mais favorável. Mas... eu, e a minha consciência, raramente estamos em desacordo, só quando toca à qualidade e direitos iguaís para todos, é que ela diz-me :
- Utopia.
- É viver no país ideal, em que tudo está organizado da melhor forma, para a felicidade de todos.
- É viver com liberdade de associação e de expressão e não existam distinções ou privilégios de classe hereditários ou arbitrários.
São estes os meus sonhos irrealizáveis, que me fazem sentir insignificante perante a máquina brutal que alguns chamam progresso, política , e muitos acomodam-se e dizem é a vida... e, assim passam os dias os meses os anos e continuamos sem utilizar o direito de cidadania.

sábado, 7 de junho de 2008

Desde sempre diz-se que Portugal é o país do três "F"

- Fátima, Fado e Futebol.

-Fátima, localizada na Cova da Iria, o mais importante santuário mariano do mundo, anualmente com mais de cinco milhões de visitantes, de todos os países , as maiores peregrinações ocorrem anualmente nos dias 12 e 13 de Maio. É simbolo da fé desde de 1917 .

-Fado, estilo musical cantado por um fadista acompanhado por guitarra clássica e guitarra portuguesa, a origem do fado remonta do sec.XVIII, exprime saudade, desilusão, fatalidade e destino.

-Futebol, segundo crónicas de 1875, um jovem inglês Harry Hilton organizou um jogo de futebol na Ilha da Madeira, assim os historiadores de "footbaall" consideram a Ilha da Madeira pioneira neste desporto. Mas, foram os irmãos Pinto Basto: -Guilherme e Eduardo que estudavam em Inglaterra e quando regressaram a Lisboa trouxeram a bola e organizaram em 1889 vários jogos. Assim surgem os clubes e as equipas de futebol.

Hoje primeiro jogo do europeu, (Portugal-Turquia) Euro 2008 (já não se vive a euforia do euro 2004) é dia de emoção para os fãs em todo o mundo da selecção nacional. Mas..., a minha admiração é as criticas que oiço e leio na comunicação social,não devemos criar expectativas, que Portugal não ganha, não devemos apoiar a selecção nacional, porque não tem conjunto, e não vai a lado algum... como se fosse habitual chegarmos a algum lado diferente, que não seja a congelação de carreiras, os aumento dos impostos a estagnação da economia o desemprego e à maior desigualdade social europeia. Futebol, é o ópio do povo! Porquê? e para quê? Isso era antes... agora, só podemos pensar na escalada imparável dos preços ,e a quem vamos dar a próxima maioria absoluta para governar este país. Portugal.

sábado, 31 de maio de 2008

Escrevendo, sempre.

Sei que não sei escrever. Sei que não tenho aquela veia especial.
Sei apenas que me sinto melhor escrevendo.
Escrevo porque me apetece, escrevo o que sinto, e vou sempre escrevendo... com clareza, para mim claro, sem pretensão , sem vaidade.
Vou-me descobrindo a mim própria e sinto os meus limites.
Leio desde criança, leio muito, jornais, revistas mas, sobretudo livros, e enquanto leio, penso... parece tão fácil escrever, conseguir transmitir ideias, histórias, pensamentos,despertar emoções ,fazer soltar risos ou lágrimas.
Mas...é preciso ser especial, e isso eu sei que não sou.
E mesmo sabendo que não sei, escrevo.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Selecionar o choro......

Nascemos a chorar,
vivemos chorando...

O primeiro choro é Vida!

Chorar, choramingar....

Chorar com dor.
Chorar com desgosto.
Chorar com emoção.
Chorar com lágrimas.
Chorar com mágoa.
Chorar com alma.

Chorar a rir...

Choramos por capricho.
Choramos por amor.
Choramos por paixão.
Choramos por alegria.
Choramos por aflição.
Choramos por ausência.

Quem nunca chorou?
Comunicamos a chorar.
Hoje choro a morte...

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Faço-lhe uma sugestão

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro A chama de uma vela, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxoleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis“. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho como motivo de meditação: “Como se comporta a Sua Solidão?“ Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Há dias assim

Isto é cansaço.
É desconforto interior.
O meu pensamento, vai durante longas horas...divagando
nas experiências,repetidas ao longo da vida com monotonia.
Vejo-me ao espelho
Não sei quem é.
Olhos cansados.
As rugas desenham-se como os caminhos, que já percorri .
Os vincos à volta da boca ...
Uma cara. Mais feia que bonita.
Quem será?
Equívocos da vida.
Há dias que a vida se esquece de nós,
que nos tornamos egoístas, que só olhamos para nós,
para dentro...
e sentimos o vazio.
A razão nem sempre explica o mundo
Hoje choveu, é verdade.
Há dias assim...

Funchal

Funchal