sábado, 13 de junho de 2009

O imprevisível acontece.

O imprevisível é não ter ideal nenhum.
Porque ele é imprevisível.
Adoptar um só disfarce?
Colocar uma só cara?
Ou parte dela?
Ando à procura do ideal.
Porque o ideal é ir.
É estar pronta para ir para todos os lugares.
Todas as pessoas têm um ideal.
Claro que é impossível não ter ideal.
É impos­sível para mim.
Há uma série de coisas, que são efectivamente impossíveis, mas posso tentar o que é impossível, apenas porque é limitado.
Digo de propósito,que dou perfei­tamente como possível.
Quando eu penso num ser divino que me vigia, que bate num, e premeia outro, estou realmente a transportar-me a mim própria, para uma atmosfera divina, para um poder divino que de nenhuma maneira me pertence.
O que há lá, que pode ser tudo, é tão ilimitada, que não pode tomar nenhuma das minhas histó­rias reais.
Pela essência é imprevisível, voa tudo.
Então talvez um ideal muito importante hoje é passarmos do previsí­vel ao imprevisível.
Porque eu estou a criar e a viver numa civilização que me parece que temos por ideal o previsível.
Hoje, eu acredito na inteligência relativista, que me parece ser exacta­mente uma maneira de dominar o imprevisível.
E, a minha resistência, e a minha força é também imprevisível!

sábado, 6 de junho de 2009

As flores neste silêncio traduzem ternura

Sei que a saudade já anda a ultrapassar impossíveis.

Sei que as palavras,já pouco ou nada significam.

Sei que ando a aguardar o sorriso de quem é capaz de ofuscar o sol, e, de me aquecer a alma.

És a minha Estrela!
Brilhante e cintilante.
És tu que emites luz, numa variedade de cores diferentes.
O espectro da luz visível.
Vejo-te como a imagem que se vê na sombra.
Sabes quando a luz do Sol se decompõe através de um prisma?
És tu.
O meu Arco-Íris...

Simplesmente,
Mãe

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Fernando Pessoa e seus heterónimos.

Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Porque sequer atribuo eu
Beleza às coisas.
Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então porque digo eu das coisas: são belas?
Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,
Perante as coisas que simplesmente existem.
Que difícil ser próprio e não ser senão o visível!

Alberto Caeiro

terça-feira, 2 de junho de 2009

Que o meu Primo, descanse em Paz...

O porquê de morrer.
Continuamos a morrer...
Um pedacinho por dia.
A morte tem batido em minha porta.
Em dias de sol,
Dias cinzentos ou noite escuras.
Eu vou pedindo
Vai-te embora!
Deixa-nos respiras, viver...
Deixa-nos crescer,
Estou a apreender a perdoar,
a corrigir-me...
Mas, aquela voz pálida e fria persegue-me.
Olha-me com os olhos de trevas, e diz:
Hei de vir-te buscar, outro dia.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

"Um Mundo Sem Fim", de Ken Folllett

Depois de ler "Os Pilares da Terra", era obrigatório ler o II Volume.

Voltar a Kingsbridge, 2 séculos depois...

Depois de ler as peripécias do Prior Phillp, de ver retratada a Inglaterra do século XII, sentir a transmição de tantas emoções reaís, como o amor, ódio, medo e a vingança.

Com o rigor histórico, dando-nos a conhecer a vida, o quotidiano da população dos condados ingleses na Idade Média.

As personagens são apaixonantes , são heróis , são vilões que criam uma teia de intrigas e suspense ,no final da aventura alcançaram aquilo por que lutaram toda a vida.

Gostei da colecção. Aliás, adorei.
Nos 2 livros, é-nos apresentada a personagem odiosa de William Hamleigh, um jovem sem escrúpulos.

A fixação da personagem em Aliena é um dos factores principais que influencia todo o enredo, durante três gerações. Ao longo das páginas, apercebemo-nos das suas frustrações, ódios, esperanças e medos, tornando William, de facto, uma das personagens fulcrais para o desenrolar da história.

Contudo, o seu fim é vazio.
Sabemos que o seu final de vida será triste, solitário e doloroso.
É-lhe dada essa importância, sim, face aos seus inimigos, mas o leitor precisa de uma maior envolvência acerca do seu medo do inferno, da sua vida em busca de Aliena, das mortes em campo, da sua frieza para com os habitantes do seu condado.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Chegadas,partidas e regressos...

Transporto-me a um lugar.
Algumas horas.

A nenhum destino...
Perto, longe.
Viajo !!!
Ida e vinda de lugar nenhum.

Faço a travessia.
Sempre incompleta ...
Para poder voltar!
Recomeçar do nada.
Poder sonhar com o regresso...

Só aprecio o imutável.
O inalterável.
É neste encantamento, que chegam as memórias.
Fidedignas ao real acontecido.
Presenciadas e, acima de tudo, vividas.
São os meus sentimentos.
As minhas banalidades
Futilidades,coisas sem valor... que vão acontecendo.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Carpe diem

Viver,
Ontem, hoje e amanhã!
Cada dia que passa, a morte aproximasse
É este o nosso mundo,
Não o podemos alterar.
Eu vou mantendo os meus valores.
Tento simplesmente, ser melhor pessoa.

A minha mãe dizia-me deixa de correr atrás das borboletas, nunca vás conseguir apanhá-las. Cultiva e cuida o jardim ,que elas vêem até ti ...mas, esqueceu-se de me dizer que elas voam... e, raramente voltam.

Comecei a ver que não sou nada?

Não sou dona da minha vida.

Da minha felicidade.
Não tenho nada

Por isso sorriu, é o meu melhor.

Só recordo o que me fez, e faz feliz .

Funchal

Funchal