quinta-feira, 25 de junho de 2009

Todas as plantas contêm Datura

Esta Datura Metel cresce em estado selvagem em todas as regiões quentes.
É usada há séculos, em algumas culturas como um veneno e alucinógeno.

Tem propriedades químicas. Não é possível ter certeza sobre a sua origem.
É macia e peluda e agradavelmente perfumada. As flores podem ser simples ou duplas.
As cores variam de branco a creme, amarelo, vermelho e violeta.
É uma das 50 ervas fundamentais utilizadas na medicina Chinesa.
As folhas ou sumo poêm as pessoas em coma.
As flores secas especialmente as de cor violeta, enroladas e usadas como charuto, ajuda a aliviar os sintomas de algumas doenças, mas muito perigoso por ser altamente tóxicas.

Todas as partes de plantas Datura contêm níveis perigosos de veneno e pode ser fatal ao ser ingerido por seres humanos ou animais, incluindo o gado e animais de estimação.
Datura metel é tóxico se ingerido em qualquer quantidade, os sintomas são:rubor da pele, dores de cabeça, alucinações, convulsões,que podem levar a efeitos colaterais graves.
É frequente encontrá-las em qualquer jardim, no meu condomínio existem as amarelas.
Também,já foi notícia que vários jovens fizeram chá com as suas folhas e morreram intoxicados.
No entanto tem propriedades terapêuticas, é muito considerada a nível da medicina tradicional chinesa.

É proibida a sua plantação em vários países.

Por cá, chamamos-lhe "Cornetas de Anjos"

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A tristeza, vai e vem,
não a quero por muito tempo
A felicidade é como o vento,
vai e volta pelo ar.
Eu preciso do vento.
Para correr atrás da felicidade.
A vida sendo ou não breve,nunca para.
A felicidade sendo um momento, fica sempre num sonho.
A minha felicidade está sonhando!
Passando, passando...
A tristeza, vai ficando
O vento para,
eu sopro,sopro.
Continuo soprando,
cada vez com menos força
Lentamente,
estou acabando...
Não só eu.
Eu vi, a vida fugir
Senti que tudo acaba.
Vi dôr,desespêro, resignação,apatia
doentes que já não correm atrás do vento...
E a tristeza ficando...
Mas, a rota dos ventos alterou
Recuperei o caminho
Regressei a casa
E cá estou!!!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Chuva

Chegou
a chuva
mansinha
persistente
ousada
atrevida
Chegou...
inconveniente
ninguém a chamou.

Visita inesperada
instala-se e, apresenta-se:
Sou águas de Junho!
A natureza irrita-se
O vento exalta-se...
estavam de férias
Protestam
Sopram
Chamam a trovoada.

Novamente
Tudo escurece...
As árvores choram,
a terra fica molhada

Eu fico triste
e peço sol
peço calor

E fico cansada
de ser enganada

sábado, 13 de junho de 2009

O imprevisível acontece.

O imprevisível é não ter ideal nenhum.
Porque ele é imprevisível.
Adoptar um só disfarce?
Colocar uma só cara?
Ou parte dela?
Ando à procura do ideal.
Porque o ideal é ir.
É estar pronta para ir para todos os lugares.
Todas as pessoas têm um ideal.
Claro que é impossível não ter ideal.
É impos­sível para mim.
Há uma série de coisas, que são efectivamente impossíveis, mas posso tentar o que é impossível, apenas porque é limitado.
Digo de propósito,que dou perfei­tamente como possível.
Quando eu penso num ser divino que me vigia, que bate num, e premeia outro, estou realmente a transportar-me a mim própria, para uma atmosfera divina, para um poder divino que de nenhuma maneira me pertence.
O que há lá, que pode ser tudo, é tão ilimitada, que não pode tomar nenhuma das minhas histó­rias reais.
Pela essência é imprevisível, voa tudo.
Então talvez um ideal muito importante hoje é passarmos do previsí­vel ao imprevisível.
Porque eu estou a criar e a viver numa civilização que me parece que temos por ideal o previsível.
Hoje, eu acredito na inteligência relativista, que me parece ser exacta­mente uma maneira de dominar o imprevisível.
E, a minha resistência, e a minha força é também imprevisível!

sábado, 6 de junho de 2009

As flores neste silêncio traduzem ternura

Sei que a saudade já anda a ultrapassar impossíveis.

Sei que as palavras,já pouco ou nada significam.

Sei que ando a aguardar o sorriso de quem é capaz de ofuscar o sol, e, de me aquecer a alma.

És a minha Estrela!
Brilhante e cintilante.
És tu que emites luz, numa variedade de cores diferentes.
O espectro da luz visível.
Vejo-te como a imagem que se vê na sombra.
Sabes quando a luz do Sol se decompõe através de um prisma?
És tu.
O meu Arco-Íris...

Simplesmente,
Mãe

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Fernando Pessoa e seus heterónimos.

Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Porque sequer atribuo eu
Beleza às coisas.
Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então porque digo eu das coisas: são belas?
Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,
Perante as coisas que simplesmente existem.
Que difícil ser próprio e não ser senão o visível!

Alberto Caeiro

terça-feira, 2 de junho de 2009

Que o meu Primo, descanse em Paz...

O porquê de morrer.
Continuamos a morrer...
Um pedacinho por dia.
A morte tem batido em minha porta.
Em dias de sol,
Dias cinzentos ou noite escuras.
Eu vou pedindo
Vai-te embora!
Deixa-nos respiras, viver...
Deixa-nos crescer,
Estou a apreender a perdoar,
a corrigir-me...
Mas, aquela voz pálida e fria persegue-me.
Olha-me com os olhos de trevas, e diz:
Hei de vir-te buscar, outro dia.

Funchal

Funchal