sexta-feira, 24 de julho de 2009

É hoje !!!

O regresso.
Com a inquietação.
Com a saudade.
Com a procura do teu olhar.
Com as palavras desafinadas, sem nexo.
Coisas que a saudade faz...
Com a vontade de reafirmar o que sentimos.
Ficamos inibidas, e só fazemos conversas banais.
Os abraços, os beijos, o cheiro, também chegam... e continuamos a nos aproximar.
Sempre.
Até já!

domingo, 19 de julho de 2009

As asas,que outrora voaram,foram cortadas...

Pedir para não sonhar, seria loucura.
Pedir às pessoas que me vêem, que digam se sou ou não feliz, se sou ou não justa...
Seria uma incoerência.
O tempo é uma trama de efeitos e causas, sorte ou azar.
Sabê-lo antecipadamente?
Ninguém merece tal milagre.
Não posso suplicar para que a minha vida modifique, que os meus erros sejam perdoados, que as minhas escolhas sejam outras.
Vivo assim,tal qual como sou.
Com a liberdade do meu pensamento.
É ilusória!
Mas posso dar ou sonhar.
Posso dar a coragem, que não tenho.
Posso dar a esperança, que não está em mim.
Posso ensinar a vontade de aprender o que pouco sei.
E posso continuar a ser útil, mesmo sem realizar sonhos...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Porquês?

A minha idade dos porquês, nunca passou.
Já não obtenho respostas.
Porquê?
Não sei a quem perguntar...
Porquê?
Porque já nem tenho Pai para me explicar,com amor a razão pela qual existimos



















Sinto falta do meu Pai.
Sinto falta do que eu tive, e perdi.
Sinto falta de tudo.
É a tudo isto que eu chamo saudade.

Adorei ler as «Conversas com o André»
no blog do escritor José Luís Peixoto.

domingo, 12 de julho de 2009

Li e recomendo: "Casa Quieta" de Rodrigues Guedes de Carvalho

Adoro ler.
Não consigo imaginar a minha vida sem um livro!
É um vício.
Não consigo corrigi-lo,porque também não o quero.
Os livros despertam-me várias sensações: às vezes
sonho,viajo, e até chego a dar a volta ao Mundo!
Tenho fases, que não consigo assimilar a leitura, foge-me a concentração.
Será cansaço?
Será depressão?
Nem quero saber, porque acontece por períodos muito curtos.
Acabei neste momento esse interregno.
Li "Casa Quieta"
"Quero acreditar que já não estarias em casa por alturas em que cheguei mas não sei dizer"
Emocionei-me, já na primeira página deste livro.
É uma obra inquietante, profunda, que mexe com os sentimentos e nos faz reflectir sobre a nossa própria existência.
"Rodrigues Guedes de Carvalho" toca em nervos sensíveis e faz-nos arrepiar.
Salvador é um dos protagonistas.
Mas nesta história o protagonismo é tomado por quem conta, quem vive os problemas.
A guerra colonial vivida na primeira pessoa por António, o louco!
Os conflitos de gerações.
António e o pai, António e o filho, Salvador e o pai e Salvador sem filhos.
O Drama da infertilidade.
O fim do mundo de Mariana com a infidelidade de Salvador.
As irmãs de Mariana longe, no Canadá.
E Mariana sem filhos.
Mariana sem pais.
Mariana com uma data fim.
Como enfrentar a morte que se mostra em cada esquina?
Mariana morta.
Salvador sem Mariana.
António sem Eunice.
António e Salvador sem pai.
Salvador sem filhos e António sem os ver.
Solidão.
Casa quieta.
"Provavelmente ainda te encontraria em casa mas como dizer. Nada de suspeito nada que me permita. Assegurar."
Este livro fala do sentimento de perda, da vivência das relações humanas, do tempo irrecuperável e do drama da morte.
"Casa Quieta", é o ninho para onde sempre queremos voltar...
Há uma impotência em relação à morte,que nos toca a todos.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Vou deixando por aqui,um pouco de mim

Hoje estou assim.
Pintei o mundo de cor-de-rosa.
Tenho a sensação de paz .

Com a família.
Com os amigos.
Com o mundo.
Comigo própria!
Ganhei tranquilidade,
Ganhei consciência...

E quero sempre estar em paz.
Quero um mundo de paz.
Quero construir a paz.
Quero continuar assim.
Todos os dias.
Com confiança
Pintando...com o lápis da minha infância.

sábado, 4 de julho de 2009

Fascina-me as metamorfoses

Gosto de transformação.
Gosto de mudanças.

Deixei de planear onde mudar.
Deixei de planear quando mudar.

Não há momento certo.
Vai acontecendo por acaso.
A vida vai-se completando,
ao acaso, sem alienação.
Vou definindo prioridades.
Criando metas,objectivos.

Sem a obsessão adolescente. Mas com a perseverança de alcançar ideais.

Ainda penso que há coisas que eu vou mudar ,só para ter o prazer de dizer:
- Agora é melhor!

Dou-me a liberdades que acho que tenho direito.
Estou «metamorfoseando»,o que eu valorizei ontem,hoje já nem significado tem.
O que rejeitei, hoje tem outro cheiro outro sabor...
Deixei de me culpar porque fiz algo errado.
Já não quero ser perfeita.
Já não expio os meus erros...
Apreendi com alguns, outros não.
Continuo com expectativas.
Cada dia que passa eu mudo.
Que falta de personalidade?
Pensava eu,ontem.
Como é possível ser tão mutável...

É o amadurecimento, a intensidade.
É o desenvolvimento progressivo.
A queda é sempre iminente.
Tenho sempre alternativas,força...
Mas, não só eu?
Todos temos.
Todos vivemos.
Tenho um lamento,
o não poder voar.
Mas...vou viajando pelo Mundo.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O Homem é do tamanho do seu sonho,já dizia Fernando Pessoa

Hoje sinto alguma liberdade!
Aqui neste cantinho, que quase ninguém sabe que existe.
Aqui não tenho nem sinto a maldade dos homens.
Aqui tudo é calmo e sereno, só oiço o que quero.
Aqui não quero acreditar que hajam guerras neste Mundo.
Aqui apetece-me ser Eu.
Aqui quero usufruir o bom que a Vida tem para me oferecer.
Aqui continuo crescendo.
Já vi a libertação de um povo que permaneceu muito tempo calado.
Já senti que somos livres para agir e livres no pensar.
Mas continuamos como filhos do Estado, esperando que este nos salve, que resolva os nossos problemas.
Já senti que o cidadão português é rico em falta de iniciativa, criatividade, predominando a passividade, brotando a dependência e o medo do risco.
Já senti que os que pensam de maneira diferente, agem e sentem, são afastados e desrespeitados.
Já senti que somos livres de voar, mas que temos muito medo das alturas, ou dos ventos que balançam a nossa estabilidade e segurança.
Livre é o pássaro que canta no seu império, sem entidade patronal, morando onde quer e lhe apetece, sem despesas e poiso fixo.
Livre é a criança que não espera pelo amanhã.
Mas não desanimo, não dizem que temos uma criança dentro de nós.
Aliás que todos temos um ser pequeno dentro deste ser crescido que somos?
Então acho que temos é de puxar para cima mais vezes!
Viva a liberdade.
Viva quem por ela lutou.
Estamos agradecidos.
Deixem-nos expressar.
Deixem-nos opinar.

Funchal

Funchal