terça-feira, 28 de julho de 2009

Voar é ver o mundo de cima.

É ver o horizonte,
e até onde podemos ir.

Para além,
não vemos,não sabemos…

Simplesmente, imaginamos…

É bom sempre poder sonhar!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

«Desfigurada» Rania al-Baz

São172 páginas, é uma leitura simples, foi um livro que li durante uma tarde.
Rania al-Baz, descreve a sua vida como estrela da televisão Saudita, um percurso inédito num país onde as mulheres têm enormes dificuldades em fazer carreira profissional.
Quebrou o tabu,ao descrever como o marido não soube lidar com a sua fama, desde as agressões morais e físicas até aos extremos.
Ficou em coma,fez treze operações para poder recuperar as feições,devido a agressão violenta feita pelo marido,desfigurando-a antes de se pôr em fuga.
Rania neste livro conta-nos na primeira pessoa a condição da mulher nos países muçulmanos e relata-nos a sua luta.
Nunca condena o Islão,nem a Arábia Saudita.
Mostra que nestes países conservadores,as mulheres devem sempre lutar,mas sem nunca renegar a sua origem e religião.
Graças a este livro foi feito um estudo sobre a violência doméstica na Universidade do Rei Suad,em Riad, além de ser o primeiro caso de violência contra a mulher a ser julgado em audiência aberta para o público na Arábia .
Uma realidade ignorada por nós.

domingo, 26 de julho de 2009

Foi um dia feliz.
A boa disposição juntou-se com a de alegria.
Acrescentei-lhe o orgulho que tenho pela família.
Uma grande dose de amizade.
... fácil não é ?
Assim sou eu.
Sem complicações
Sem frustações .
De bem com a vida.
E sempre bem para os bons momentos da vida...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

É hoje !!!

O regresso.
Com a inquietação.
Com a saudade.
Com a procura do teu olhar.
Com as palavras desafinadas, sem nexo.
Coisas que a saudade faz...
Com a vontade de reafirmar o que sentimos.
Ficamos inibidas, e só fazemos conversas banais.
Os abraços, os beijos, o cheiro, também chegam... e continuamos a nos aproximar.
Sempre.
Até já!

domingo, 19 de julho de 2009

As asas,que outrora voaram,foram cortadas...

Pedir para não sonhar, seria loucura.
Pedir às pessoas que me vêem, que digam se sou ou não feliz, se sou ou não justa...
Seria uma incoerência.
O tempo é uma trama de efeitos e causas, sorte ou azar.
Sabê-lo antecipadamente?
Ninguém merece tal milagre.
Não posso suplicar para que a minha vida modifique, que os meus erros sejam perdoados, que as minhas escolhas sejam outras.
Vivo assim,tal qual como sou.
Com a liberdade do meu pensamento.
É ilusória!
Mas posso dar ou sonhar.
Posso dar a coragem, que não tenho.
Posso dar a esperança, que não está em mim.
Posso ensinar a vontade de aprender o que pouco sei.
E posso continuar a ser útil, mesmo sem realizar sonhos...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Porquês?

A minha idade dos porquês, nunca passou.
Já não obtenho respostas.
Porquê?
Não sei a quem perguntar...
Porquê?
Porque já nem tenho Pai para me explicar,com amor a razão pela qual existimos



















Sinto falta do meu Pai.
Sinto falta do que eu tive, e perdi.
Sinto falta de tudo.
É a tudo isto que eu chamo saudade.

Adorei ler as «Conversas com o André»
no blog do escritor José Luís Peixoto.

domingo, 12 de julho de 2009

Li e recomendo: "Casa Quieta" de Rodrigues Guedes de Carvalho

Adoro ler.
Não consigo imaginar a minha vida sem um livro!
É um vício.
Não consigo corrigi-lo,porque também não o quero.
Os livros despertam-me várias sensações: às vezes
sonho,viajo, e até chego a dar a volta ao Mundo!
Tenho fases, que não consigo assimilar a leitura, foge-me a concentração.
Será cansaço?
Será depressão?
Nem quero saber, porque acontece por períodos muito curtos.
Acabei neste momento esse interregno.
Li "Casa Quieta"
"Quero acreditar que já não estarias em casa por alturas em que cheguei mas não sei dizer"
Emocionei-me, já na primeira página deste livro.
É uma obra inquietante, profunda, que mexe com os sentimentos e nos faz reflectir sobre a nossa própria existência.
"Rodrigues Guedes de Carvalho" toca em nervos sensíveis e faz-nos arrepiar.
Salvador é um dos protagonistas.
Mas nesta história o protagonismo é tomado por quem conta, quem vive os problemas.
A guerra colonial vivida na primeira pessoa por António, o louco!
Os conflitos de gerações.
António e o pai, António e o filho, Salvador e o pai e Salvador sem filhos.
O Drama da infertilidade.
O fim do mundo de Mariana com a infidelidade de Salvador.
As irmãs de Mariana longe, no Canadá.
E Mariana sem filhos.
Mariana sem pais.
Mariana com uma data fim.
Como enfrentar a morte que se mostra em cada esquina?
Mariana morta.
Salvador sem Mariana.
António sem Eunice.
António e Salvador sem pai.
Salvador sem filhos e António sem os ver.
Solidão.
Casa quieta.
"Provavelmente ainda te encontraria em casa mas como dizer. Nada de suspeito nada que me permita. Assegurar."
Este livro fala do sentimento de perda, da vivência das relações humanas, do tempo irrecuperável e do drama da morte.
"Casa Quieta", é o ninho para onde sempre queremos voltar...
Há uma impotência em relação à morte,que nos toca a todos.

Funchal

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