quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Silêncio.

Quero descobrir o silêncio e não o encontro.

Quero aprender a escutar.

Vejo que o silêncio fala mais alto do que muitos sons.

Quero os momentos do silêncio que falam mais que qualquer palavra.

Preciso de silêncio, mas os meus pensamentos fazem tanto barulho...
O silêncio detesta-me.
Sou demasiada faladora?!!!
A sensação de não haver barulho é mais importante do que prática da palavra?
Silêncio é interrupção de ruído. Isto não existe?
O mundo é cheio de ruídos, de agitação, de poluição sonora, e muito barulho.
O silêncio é algo ameaçador.
Mas, o som do silêncio, é poderoso.
O silêncio é tão importante quanto a prática da palavra.
Por isso quero arranjar tempos de silêncio.
Quero estar em profunda reflexão.
Quero me divertir com o silêncio.
Porquê?
Porque preciso dele.
Quero criar.
Agora estou pensando...
Silenciosamente.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

É verão, férias, sol, praia e muita leitura...

Acabei de ler "O Jardineiro Fiel" ,de John Le Carré.
Não tive oportunidade de vê-lo adaptado ao cinema.
Um verdadeiro best-sellers.
Adorei, é um escritor elegante.
É um livro absorvente e majestoso, portador duma carga emotiva e humana simples, bela e, apetece-me dizer, assustadora.
Ilógico?
Talvez.
Talvez porque neste livro as diferentes realidades caminham lado a lado, ombro a ombro.
Nenhuma mais real do que a outra:
- Egoísmo, fidelidade e o lado negro do capitalismo.
A relação Justin-Tessa é-me pessoalmente marcante, admirável diria.
As personagens e organizações são assustadoramente reais.
O fim é... o fim é soberbo.
Na minha modéstia, aconselho que não demorem tanto tempo como eu a lê-lo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

São 411 páginas de Segredos de Família

É um romance escrito por kim Edwards.
Uma história de arrependimento, de emoção, de relações humanas.
O homem sempre quis aperfeiçoar o mundo, e a si próprio.
Por isso, não se sabe lidar com as diferenças.
Esta obra literária começa com um nascimento de gémeos, o pai, médico faz o parto aos seus filhos e apercebe-se que a filha é portadora de síndroma de Down. Toma a decisão de dizer que a filha morreu à nascença, e pede à enfermeira que a coloque noutro quarto, e a envie para uma instituição.
A enfermeira há muito esperava que a sua vida começasse, assumio a criança a quem chamou-lhe Phoebe.
E, é assim que se desenvolve o romance.
Dois irmãos com vidas paralelas e distintas, mas, com um gosto em comum: a música,que os une no reencontro.
Embora o segredo fosse bem guardado, não os afastou, pelo contrário aproximaram-nos tanto...

sábado, 8 de agosto de 2009

Foi às 9h55m do ano de 1987

Em primeiro lugar, e porque é muito importante, hoje comemoro a data mais feliz da minha vida.
Antes de mais parabéns!!!
Felicito-a em particular.
Porque é ela, que dá-me a força para continuar, e inconscientemente, faz com que eu queira viver cada vez mais...
Viver sempre.

De facto, é-me difícil imaginar não ser mãe.
A existência da minha filha, ajudou-me nas trajectórias heróicas, com subtilezas irónicas,que deixou a sua marca indelével.
Este nascimento entretêm-me muito mais do que uma atmosfera epopéica.
É um acontecimento grandioso.
Eu,continuo com a protecção, o amparo o auxílio
desde o primeiro minuto da sua existência.
Eu, quero sair do palco, mas, continuo a encontrar personagens, síntese de fases da vida, o mundo caótico,cheio de complexidade.
Tão manhoso e teatral.
Eu sei, o quanto é difícil chegar,ultrapassar.

E, ela chegou !

Já brinquei, já escrevi coisas sérias, mas, hoje só tenho o prazer de sentir que sou Mãe.
Marta,Parabéns!!!
Havemos de orgulhosamente festejar esta data, por muitos e longos anos.
Um brinde à felicidade.
Foi difícil o teu nascimento, lutaste sempre, sobreviveste e hoje continuas a percorrer o trajecto da vida com a mesma coragem que tiveste para nascer.
Amo-te.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A vida nem sempre é o que se espera...

Sei que vida vai-se compondo como as peças de um puzzle.
Às vezes demoramos a encontrar a peça certa,mas a persistência leva-nos sempre onde queremos ir.
Sei que nem sempre os esforços são reconhecidos.
Não desanimes nunca.
Sabes que eu mando o sol nascer todos os dias.
Sabes que podes estar sempre na plateia,a ver este espectáculo especial.

É o dia a chegar.
Com novas energias, novas alternativas,outras maneiras para seres feliz.
A vida, se relacionarmos com o tempo,vai-se transformando.
Hoje o que é bonito,
amanhã será feio.
Hoje o que é jovem,
amanhã é velho.
O lema é acreditar que há mudança.
É sempre ter esperança.
Viver é estar em cena, cada dia com um elenco diferente.
Viver é criar expectativas,é sempre construir
É inovar.
No entanto,criamos este espectáculo,
trabalhamos,transpiramos,sonhamos
e...a plateia continua dormindo.
Eu estou sempre a aplaudir em primeira fila o teu sucesso.
Eu vou sempre colar cartazes a anunciar os próximos eventos.
Assim,continuo a ser a tua primeiríssima fã !
Nunca te vai faltar o público nem os aplausos.
E vais sempre andar em digressão.

Beijinhos,

Mãe

terça-feira, 28 de julho de 2009

Voar é ver o mundo de cima.

É ver o horizonte,
e até onde podemos ir.

Para além,
não vemos,não sabemos…

Simplesmente, imaginamos…

É bom sempre poder sonhar!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

«Desfigurada» Rania al-Baz

São172 páginas, é uma leitura simples, foi um livro que li durante uma tarde.
Rania al-Baz, descreve a sua vida como estrela da televisão Saudita, um percurso inédito num país onde as mulheres têm enormes dificuldades em fazer carreira profissional.
Quebrou o tabu,ao descrever como o marido não soube lidar com a sua fama, desde as agressões morais e físicas até aos extremos.
Ficou em coma,fez treze operações para poder recuperar as feições,devido a agressão violenta feita pelo marido,desfigurando-a antes de se pôr em fuga.
Rania neste livro conta-nos na primeira pessoa a condição da mulher nos países muçulmanos e relata-nos a sua luta.
Nunca condena o Islão,nem a Arábia Saudita.
Mostra que nestes países conservadores,as mulheres devem sempre lutar,mas sem nunca renegar a sua origem e religião.
Graças a este livro foi feito um estudo sobre a violência doméstica na Universidade do Rei Suad,em Riad, além de ser o primeiro caso de violência contra a mulher a ser julgado em audiência aberta para o público na Arábia .
Uma realidade ignorada por nós.

Funchal

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