quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A ilusão, e a espera....

E assim, ficamos sós...
Eu, à espera do nada.
Sem resposta.
Sem a ilusão.
Sem regresso.
Em silêncio.
Neste mundo,
que é uma grande sala de espera...
Ver partidas e chegadas.
Criar ilusões...
Sonhando!!
A hora passa...
A Ilusão espera com esperança.
A ilusão é falsa, a esperança não.
Um dia, vou encontrar a ilusão sentada,
esperando a esperança.
A esperança corre ao vento,
pelo tempo,
pelos campos,
pelos rios e mares!
Quer ser encontrada...mas demora...
o dia passa, a noite passa,
a esperança sonha...sonha que chegou .
Quem sabe a ilusão passou,
e a esperança não deu atenção?!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Fiz uma pausa para o chá

Podem ser pessoas com boa presença, lindas com inteligência, simpáticas,mas se falta a boa educação, tudo fica sem brilho.
É o que vulgarmente se diz "falta de chá".
Hoje, é muito frequente vermos uma falta de educação a todo o nível: com a família,no trabalho, na rua...
As pessoa estudam mais, fazem cursos profissionaís, cursos superiores, ficam com mais conhecimentos, e deixam a educação em último plano.
Ensinaram-me a respeitar as pessoas, todas as pessoas, com ou sem diferenças, e não consigo aceitar a prepotência e, a mal formação pessoal.
Choca-me não ouvir um "com licença",um "faz favor" ou um simples "obrigado", quando nos é servido o chá na mesa.
Quem é da minha geração, certamente lembra-se, que levar uns puxões de orelhas de pai ou da mãe,era natural .
Muitos devem lembrar-se de que bastava um olhar meio atravessado dos nossos pais, e víamos instantaneamente que tínhamos feito algo de errado.
Nós obedecíamos à Mãe e ao Pai como seres superiores, mitológicos, omnipresentes e poderosos. Eram os nossos super-heróis , inatingíveis.
Respeitavamos a família, os mais idosos, mas nem assim o mundo era perfeito.
Simplesmente quero dizer que, hoje, os pedagogos, os psicólogos e educadores dizem que dar uma palmada é a falência da educação.
Quando eu era criança aprendi a boa educação com os meus pais, avós, tios, professores, afim de nos comportamos bem para vivermos na sociedade.
De cada um tirei um ensinamento, apreendi, e, hoje continuo a ter cuidado em não magoar ninguém.
A vida é simples, viveríamos melhor se observassémos as regras que aprendemos quando eramos criança, certamente iríamos respeitar mais o outro e o amor seria um sentimento mais comum entre nós.
E, porque não o "bom-dia",que fica sempre bem!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Fiz uma pausa, para tomar café

Actualmente, vivemos num contexto de competitividade, agressividade e impaciência.
As pessoas andam assim.
Eu acredito que a agressividade vem de sempre, o stress fica como culpado, mas as pessoas são isto mesmo, más e egoístas.
Não querendo generalizar,há sempre as boas pessoas !!!
Causas mínimas, ou a ausência delas, tornam-se motivos de separação entre casais e amigos.
Isto acontece porque lidar com pessoas é uma das coisas mais difíceis que existe.
Para quê viver brigando quando se pode alcançar os objectivos vivendo em paz?
Há conversas que vão e vêm, conversas que passam, conversas sem sentido, conversas para perder tempo:
- As chamadas “conversas de café”.
Contudo a banal presença mesmo ao balcão para tomar um café à pressa, pode-nos brindar com uma “conversa” que nos faz pensar na vida, nas pessoas e nas nossa postura perante as coisas.
Talvez, seja mais fácil deixar tudo como está do que tentar fazer diferente.
É que nós corremos o risco de acertar e fazer muito melhor.
Ou então, deixar tudo como está ,é o resultado mais imediato da resistência em abandonar a zona de conforto da preguiça e da inércia.
Pode ser fácil adaptar-nos a situações de agressividade nos nossos relacionamentos, até nos mais íntimos, encontramos sempre justificação para a violência do outro.
E, a nossa vida?
Aí, a chance de viver com um pouco mais de dignidade e em paz começa a ficar uma realidade distante de nós
Assim como é fácil deixar tudo como está, não pode ser difícil romper com uma situação desconfortável.
Criar um novo ciclo de mudanças, procurar a paz e tranquilidade.
Ninguém tem dúvidas de que as dificuldades aparecem, mais cedo ou mais tarde, na nossa vida.
Quando começo a analisar bem as coisas, dou-me conta de que os caminhos que vou fazendo no dia-a-dia, não são mesmo nada originais.
E fica o quê? Desilusão desanimo, por não conseguir....fragmentos do cotidiano, impressões e sensações.
Aqui não faço especulação.
Apenas o simples, apresentado com simplicidade.
Porque eu sei que para qualquer absurdo há sempre um precedente.
Afinal, talvez consiga fazer alguém feliz!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Linda Grant, finalista do Booker Prize 2008

Vidas Entrelaçadas, é um romance fantástico, cheio de vida.
É um estudo de personalidades ricamente trabalhado, uma história familiar e comovente.
Trata da temática da imigração, das questões raciais e da problemática social .
Sendo a escritora filha de imigrantes judeus, um russo e um polaco, é-lhe fácil abordar este tema da discriminação, porque tanto a Linda Grant como a grande protagonista do romance Vivien nasceram em Inglaterra, mas é também filha de imigrantes.
Mas a leitura mais interessante encontra-se na metáfora da roupa para aprofundar um retrato psicológico do ser humano.
Segundo Linda Grant, somos o que vestimos porque as roupas revelam as nossas várias personalidades.
Gostei, recomendo.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Indecisa entre passamento ou reencarnação.

Foi a 15 de Setembro de 1977, mas, não mais vou dizer que é a data da morte do meu Pai, ou sequer vou falar do falecimento.
Aliás nem vou admiti-lo...
Porque continuo sentindo saudades e a sua falta.
Porque durante estes anos ficou um vazio que nunca consegui preencher.
Agora, quero acreditar na filosofia do passamento, porque significa só a morte do corpo e sua passagem para a vida espiritual. Ou então na reencarnação, numa nova vida após a morte.
Quero também pensar que está a chegar.
É já uma longa ausência.
Esta demora, é só para me mostrar que eu sou capaz de enfrentar sózinha as vicissitudes, as diversidade os acontecimentos que sucedem no meu dia a dia.
Que sou capaz de rir, chorar, amar, e, que nunca vou desistir de viver.
É, assim. que sinto a sua protecção, e vou enganando a saudade por não o ver, e só poder recordar.
Foram, poucos anos que estivemos juntos, mas, jamais serão esquecidos, antes lembrados com nostalgia e ternura porque ofereceste-me o melhor de ti.
A integridade.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Eu, estou em Paz!

Por sempre encarar a vida de frente.
Por ser realista.
Por ter-me esquecido de mim, para ajudar os outros.
Sinto orgulho do que foi do que sou.

Não faço jogos com a vida.
Não escondo nada dela.
Sou honesta comigo.
E..., é isto tudo que hoje faz-me sentir forte, e com mais coragem que ontem.

Por isso continuo a andar.
A sorrir.
Estou a bem com o mundo.
Com a vida.
O que eu dei, aqueles que deviam fazê-lo auto-excluíram-se .
E, fiz tudo bem..., mesmo sem ter o amadurecimento de hoje, cumpri regras, realizei desejos, eduquei, vivi, trabalhei e ajudei.
Agora, olho para trás , e vejo que tanto de bom construi.
É a minha realização pessoal, sei que o voltava a fazer, mesmo com os insucessos actuaís, mas os reversos, são isso mesmo, nada significam .
A minha mãe disse-me um dia:
És uma filha de excepção.
Tenho muito orgulho em ti.
E eu, acredito.!!!!!!! e, faço tudo para não desiludi-la.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O apresentável,por excelência...

Posso dizer o meu nome, a minha idade, o que faço, quais os meus planos para o futuro...
O que eu acho, é que falo muito. E, falo mesmo, que nem me deu tempo de escrever isto aqui, mais cedo.
É que, para mim, desde sempre falar é tão natural !!!!
Sou sincera e não gosto de magoar niguém.
Sou firme nas minhas ideias, nunca arrogante.
Sou humilde, mas não submissa.
Sou flexível...
Comunicativa, exagerada ...

As palavras são minhas flechas, e as atitudes são a consequência .
Assumo todas.
Tenho a juventude fresca , sonhos de uma criança, e os desejos de uma mulher.
Aprendi que a solidão pode ser bela, já não me assusto mais com ela.
O céu é o meu tecto para o que for.
Sou intensa. Não quero as pessoas que só falam do trivial, e que acreditam que ter é ser.
Quero luz e energia, para que o meu riso seja largo, profundo, sincero. (É uma defesa.)
Sou as palavras e os meus gestos.
E o meu destino, é assim, a minha vida. Os olhos falam por mim ,são o reflexo da minha alma... `
É o apresentável.

Funchal

Funchal