quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sorrir sempre

O dever de cumprimentar amigos,conhecidos é uma regra de etiqueta, há quem não ligue, há quem desconheça.
Eu, por hábito ou por espontaniedade saúdo sempre, nem que seja com um sorriso.

Eu sorrio sempre, muito, a toda hora, por qualquer coisa. Sou de sorriso fácil, o meu sorriso é genuíno, espontâneo, automático, alegre e sincero.

Há sempre quem não gosta, e diz:

- Pára lá com isso.

E, eu?

Não percebo os mal-humorados, não gosto de ser recebida com uma cara feia, que mostra discordância antecipada, irritação. Aí, quando consigo angariar um sorriso, ainda que seja falso ou amarelo sempre é melhor que a crispação.
Ainda hoje penso que há pessoas que não sorriem, por pensar que perdem a credibilidade, a seriedade, e assim escondem a insegurança. Já me diverti ao descobrir que há colegas que não sorriem entre si, para dar aquele ar de que são os mais importantes, que os cargos que ocupam são superiores, ...
Quanto ao sorriso, não sei se tenho uma habilidade, ou uma virtude.
Sei,que há quem simplesmente não confia, ou não me leva a sério.
Eu confesso.
Sinto que tem gente que desconfia de quando eu chego contente, efusiva às vezes, pensam não é real, mas, sei que aquela felicidade que sinto, existe de verdade e, portanto vale tudo, mesmo que para os outros seja quase nada.
Devíamos sorrir mais, a vida ficaria mais facilitada, os momentos mais alegres, e porque não uma linda gargalhada!

Ahahahaha!!!


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Fragilidades

Eu preciso me tornar melhor a cada dia.
Permitindo que as experiências me remoldem, e me dêem novas perspectivas, me façam ver onde eu posso e devo mudar.
Difícil é aprender a controlar a emoção.
Mais difícil ainda é falar as verdades do coração, viver em harmonia , aprender a receber e dar carinho, sorrir quando se quer chorar.
Este é o meu caminho?
Não, este foi o meu caminho.
As palavra, por vezes despertam-me a ira ou amolecem-me o coração.
Eu preciso ser muito mais do que quero ser. Cada manhã despertar para um desafio de mudar, procurar, amadurecer, entender.
Serenar o ego, negar a rejeição. Controlar a língua, usar o coração.
Perdoar jamais...
Não tenho direito de julgar!
Mas,compreender é a arte de se dar e amar,é a arte de aceitar os defeitos, menos a traição, que só existe, quando realmente há falta do verdadeiro amor.
Quando existe amor, gratidão, carinho, tudo se dá bem. Por incrível que pareça, até se renuncia, nem que seja um pouquinho.
Até eu descobri que ninguém ama sozinho e que é preciso se amar primeiro para estar bem.
A traição dói, mas só até quando eu olho pra dentro de mim e apreendo que pode ser muito mais forte do que imaginava… Só assim um sorriso sincero aparece, e junto a vontade de recomeçar sem olhar para o que passou.
Já passou as fases da rebeldia, da indiferença e ingratidão, o registo actual é pior, é alarmante o não reconhecimento, o abuso e o desrespeito.
Todos nós convivemos com dores e angústias, e arrisco-me a dizer, baseado em alguma experiência e muita observação, que uma das maiores, com toda certeza, é a frustração gerada pela ingratidão.
Não quero que estas trajectórias brilhantes acabem, deixando que a decepção defina as suas escolhas.
Eu, nunca desisto, mesmo desiludida por completo, ruminando uma queixa permanente de traições do passado e do presente.
Gosto de ajudar e empenho-me que seja proveitoso, só não me preparo para a possibilidade da decepção, da ingratidão.
A esta minha postura maternal, faltou a avaliação se essas pessoas a quem ajudamos, estão preparadas para reagir da forma como esperávamos.
Não quero ser perita em vencer decepções, quero é nesta hora da dor e da frustração, não me entregar à tristeza.
Nunca deixar a decepção tornar a vida amarga.
Perdoar, nestes casos, é seguir em frente.
Só espero que a nova geração seja melhor!
Agradeço silenciosamente por a minha filha não ser assim!
Só por ela eu sinto orgulho.
Só por ela eu nunca devo falhar.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Procura-se felicidade.

Sempre pensei que objectivo principal e necessário de toda a existência deveria ser a felicidade.
Mas verifiquei que a felicidade não pode ser obtida individualmente, é inútil se esperar pela felicidade isolada.
Quanto melhor ser a dois, dá mais força para procurá-la.
Todos devemos partilhá-la ou então a maioria das pessoas nunca poderão ser capazes de gozá-la.
Assim até parece simples: a felicidade, o amor, a vida, a beleza, a amizade e esperança.
Eu, ser humano, sou eterna insatisfeita.
Parece que nunca estou completa, e, também, posso dizer que adquiri manias e imperfeições que não ajudam em nada os meus percursos.
Também as teorias filosóficas de que, se pensarmos sempre bem, é isso que acaba acontecendo, não me parece real.
Também me sentir feliz porque há pessoas com situações piores que eu, não me parece nada correcto.
Também valorizar o que tenho em função do que outros não têm, é crueldade.
Eu, analisando rapidamente tudo o que dizem e o que se diz, fico em desvantagem por não ter fé, por não acreditar na boa vontade deste mundo tão desigual.
Mas o que eu quero hoje dizer é que estou feliz...
Já não falta tudo para ser uma pessoa completamente realizada.Lógicamente que ando sempre à procura,daquela perfeição imperfeita, da ilusão...
A minha vida dá voltas, cruzo-me com pessoas que, de uma forma ou de outra, mudam a minha vida ou, pelo menos, fazem-me sorrir exactamente da forma como eu preciso.
Era isto que hoje vos queria dizer, que a vida pode sempre nos surpreender, quando menos esperamos.
Há boas notícias que chegam, há várias realidades, há vulgaridades, contudo há dias que marcam a nossa alma e a nossa vida, e são estas datas que eu decido comemorar.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Em construção.

Quando falta uma peça do puzzle, aquela que nem é significante, aquela que fica naquele cantinho inferior, aquela que só é notada pelos bons observadores, mas não está lá, é a frustração de não estar completo.
O grande puzzle está longe de estar acabado.
As peças nem sempre encaixam, é aí que eu vejo a imperfeição, desde a infância é um jogo que me fascina, porque sentia-me em construção.
Sinto saudades do que eu era.
Da vontade de viver, brincar, sonhar,de fazer tudo ao mesmo tempo, de ver os brinquedos pendurados no arco-íris. Do calorzinho na barriga.. que delicia!
Não sei se o erro está comigo ou com as pessoas que não me despertam mais essa sensação.
Sinto saudade dos sorrisos espontâneos, das gargalhadas que eu dava que poderiam se ouvidas pelos vizinhos. Ainda hoje muito característico aliás..
E era sincera, era verdadeira. Hoje já não sou a mesma, quando eu me lembro dela, sinto saudades. Era divertida, desinibida, sem preocupações, era menina, era jovial, era alegre.
E faz-me falta.
Quando lembro dela não parece que ela sou eu.
Fico com a impressão que ela é uma amiga que foi embora.
Mas sou eu, ou o que eu era. Eu sinto saudade de mim mesma.
Cresci aprendendo a construir, montei o puzzle da minha vida, do meu mundo, sem me confundir, até que surgiu o vento, primeiro soprou mansinho, depois transformou-se em tempestade, e foi muito mau, e fez a festa, derrubando, destruindo tudo, e ainda, me levou uma peça...
A vida é um puzzle, desde quando abrimos os olhos pela manhã, desde o momento que juntamos sentimentos, actos, pessoas, memórias, melodias, sabores, sensações.
Foi acumulando as peças como se escrevesse um livro, preenchi páginas que servem de pensamentos, de lembranças, de reflexões. Guardei-as, escondi-as ...
Mas, às vezes chega a altura certa , e vou destapá-las. Organizo-as por tons, por alegrias, por tristezas, por texturas…construo um quadro, disfarçadamente daquilo que me perturba, sentindo a recordação que tende a não desaparecer.
A vida é um puzzle imperfeito, nunca sei o lugar correcto das suas peças.
Eu…
Sou uma simples peça de um puzzle que alguém monta,
uma peça na vida de alguém,
uma peça de um passado…
de um futuro…
de alguém…
Aos poucos vou montando as peças, peço-vos continuem a me ajudar a construir... ,só mais um.

sábado, 3 de outubro de 2009

" O silêncio das Manhãs " in a criança em ruínas de José Luís Peixoto

O silêncio das manhãs
e a magia cantada da nossa felicidade, recordas mãe o riso aberto das crianças na paz do nosso quintal?

A luz filtrada pelos pessegueiros e a luz maior e muito mais limpa do olhar,
recordas mãe a segurança calada dos nossos abraços distantes?

As minhas irmãs meninas, o meu pai, o teu rosto pequeno, menina, recordas mãe os domingos com gasosa e uma galinha depenada?

A tua cadela sem raça a guardar-nos e a dormir quieta aos nossos pés, recordas mãe como morreu, como acabaram os domingos e as manhãs, para nunca mais ser domingo ou manhã no silêncio do nosso quintal?

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A ilusão, e a espera....

E assim, ficamos sós...
Eu, à espera do nada.
Sem resposta.
Sem a ilusão.
Sem regresso.
Em silêncio.
Neste mundo,
que é uma grande sala de espera...
Ver partidas e chegadas.
Criar ilusões...
Sonhando!!
A hora passa...
A Ilusão espera com esperança.
A ilusão é falsa, a esperança não.
Um dia, vou encontrar a ilusão sentada,
esperando a esperança.
A esperança corre ao vento,
pelo tempo,
pelos campos,
pelos rios e mares!
Quer ser encontrada...mas demora...
o dia passa, a noite passa,
a esperança sonha...sonha que chegou .
Quem sabe a ilusão passou,
e a esperança não deu atenção?!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Fiz uma pausa para o chá

Podem ser pessoas com boa presença, lindas com inteligência, simpáticas,mas se falta a boa educação, tudo fica sem brilho.
É o que vulgarmente se diz "falta de chá".
Hoje, é muito frequente vermos uma falta de educação a todo o nível: com a família,no trabalho, na rua...
As pessoa estudam mais, fazem cursos profissionaís, cursos superiores, ficam com mais conhecimentos, e deixam a educação em último plano.
Ensinaram-me a respeitar as pessoas, todas as pessoas, com ou sem diferenças, e não consigo aceitar a prepotência e, a mal formação pessoal.
Choca-me não ouvir um "com licença",um "faz favor" ou um simples "obrigado", quando nos é servido o chá na mesa.
Quem é da minha geração, certamente lembra-se, que levar uns puxões de orelhas de pai ou da mãe,era natural .
Muitos devem lembrar-se de que bastava um olhar meio atravessado dos nossos pais, e víamos instantaneamente que tínhamos feito algo de errado.
Nós obedecíamos à Mãe e ao Pai como seres superiores, mitológicos, omnipresentes e poderosos. Eram os nossos super-heróis , inatingíveis.
Respeitavamos a família, os mais idosos, mas nem assim o mundo era perfeito.
Simplesmente quero dizer que, hoje, os pedagogos, os psicólogos e educadores dizem que dar uma palmada é a falência da educação.
Quando eu era criança aprendi a boa educação com os meus pais, avós, tios, professores, afim de nos comportamos bem para vivermos na sociedade.
De cada um tirei um ensinamento, apreendi, e, hoje continuo a ter cuidado em não magoar ninguém.
A vida é simples, viveríamos melhor se observassémos as regras que aprendemos quando eramos criança, certamente iríamos respeitar mais o outro e o amor seria um sentimento mais comum entre nós.
E, porque não o "bom-dia",que fica sempre bem!

Funchal

Funchal