terça-feira, 8 de junho de 2010

O calendário é a vida a passar

Quando tudo é triste, sem emoção, sem brilho, sem destino e sem esperança.
É difícil viver.
Quando regresso ao quotidiano, anunciado com o despertador, a dar início de mais um dia terrível e a lembrar que o anterior já acabou....
Sinto frustação.
Mais um dia com inúmeros afazeres, rotineiros sem utilizar imaginação ou inteligência.
Mais um dia marcado com o recomeço de uma luta que teima em que nada aconteça, e os dias aceleram ,e o que tenho marcado como objectivo não se realiza.
E, não faço aquilo que gosto, não consigo chegar lá, não sei bem onde, apenas fico com pequenas realizações.
Já não ultrapasso obstáculos.
Já mal consigo sonhar.
Contudo, quando enfrento esta panóplia de contrariedades e de imposições acabo sempre por não mostrar o medo que eu sinto, mas que tenho, medos reais, imaginários, assumo-os e surpreendo-me por admiti-los.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Às vezes esqueço-me

Ás vezes esqueço-me que já fui feliz, que me adaptava a todas as situações, que corria sem me cansar, que fugia das dificuldades, que ria com alegria pela vida e por tudo o que era meu.
Vivi jogos divertidos, animados, ultrapassei obstáculos, barreiras, alcancei metas, ganhei troféus, e mesmo a perder apostas as ilusões permaneciam.
Fui mãe, abracei, beijei e o mundo ficou maravilhoso.
Porém, há um problema, é que eu nunca percebi, que é quando e como começo a dormir.
Esse estado de alma inconsciente que eu não sei, nem posso controlar.

Cresci, continuo crescendo...
E questiono-me será que dormi demais?

domingo, 30 de maio de 2010

Jaime Bayly - Os amigos que perdi

É jovem, periodista e apresentador de televisão Peruano.
É um escritor que se destaca pelo discurso directo no livro:
"Os amigos que perdi".
É sensível, sugestivo, este livro gira em torno da homossexualidade e da dependência das drogas, com relevância para a cocaína,na alta sociedade de Lima e dos conflitos interpessoais.
Tem como alcunhas o de "Menino terrível e Gayly" por se ter assumido bissexual, e pelos seus diálogos directos com os amigos devastando toda a sua intimidade.
O seu livro tornou-se num verdadeiro escândalo, mas apesar de todos os seus relatos serem minuciosamente ofensivos, nunca lhe foi apresentado nenhuma queixa crime.
Acabei de ler o livro, e para os menos sensíveis recomendo.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Escrevo sorrisos e lágrimas





Aquilo que eu sinto não sei.
Sentimentos...
Sensações.

Caminhando...
Ando a fugir.

A vestir emoções.
A disfarçar a ansiedade.
A camuflar o futuro...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Cemitério de Pianos de José Luís Peixoto

É mais um livro mágico, com vidas retratadas.
A herança de uma carpintaria com uma passagem secreta para uma sala de pianos onde tudo nasce e morre. Vivências de várias gerações, desde o nascimento à morte, não como um fim mas como um recomeço .
Pai, filho, neto, personagens que silenciam tanto o adultério como a brincadeira em criança.
Livro fantástico e envolvente como o escritor nos tem habituado,tanto na prosa como na poesia.

Recomendo

sábado, 15 de maio de 2010

Por Francisco Buarque de Holanda

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo…
Isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar…
Isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos…
Isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida…
Isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado…
Isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma….

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Sentir que a paixão vai sempre ao encontro do amor.
Sentir a nostalgia a querer acompanhar a saudade.
Sentir a insatisfação andar à procura do prazer.
Sentir a paz.

Querer a esperança.
Querer esquecer.
Querer superar o abismo.
Querer voltar onde nasci
Querer as lembranças do que foi
Quero toda a memória do passado.
Porque não quero regressar.


Funchal

Funchal