terça-feira, 10 de agosto de 2010

Parabéns para mim.









Olá Mundo!





Voar


Voar é ver o mundo de cima.


É ver o horizonte,
e até onde podemos ir.

Para além,
não vemos,
não sabemos…
Simplesmente, imaginamos…

É bom sempre poder sonhar!

Conceição Brazão -27 Julho 2009


( foi premiada com a classificação de "Prémio Revelação 2009"

domingo, 8 de agosto de 2010

Feliz dia de Aniversário!



Parabéns!!!!!!!

Foi ás 9h45m do dia 8 de Agosto de 1987,que nasceu a minha menina.

É um dia que obrigatóriamente tenho que festejar, não posso esqueçer que este foi o dia mais feliz da minha vida.

Beijinhos


Mãe






terça-feira, 27 de julho de 2010

katy Gardner na "Viagem Sem Regresso"

Leitura rápida e simples.
A descrição da cultura indiana ajuda-nos a perceber que as nossas regras sociais, ali não fazem sentido.
A viagem de duas amigas que apesar de o serem desde a infância, vão-se fragilizando com o encontro da Coral.
Esther sofisticada,bela e aventureira a Gemma tímida e discreta.
Gemma morre e passado seis anos Esther volta para se libertar dos fantasmas que a atormentam e ver se consegue descobrir toda a verdade.


É uma leitura que aguça a curiosidade.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

" Os Apanhadores de Conchas" de Rosamunde Pilcher
























Li, e senti como se desfaz uma família.
Vi a solidão na terceira idade.
Aprendi como podemos aceitar a velhice passivamente, e como é difícil aceitar a personalidade as alegrias, as desilusões dos nossos filhos.
É um romance que me fez reflectir.
Os apanhadores de Conchas foi publicado pela primeira vez em 1987, com o enorme o êxito que teve foi adaptada ao teatro e à televisão, e traduzida em mais de trinta línguas.
Resume-se à vida da família de Penelope Keeling.
Filha de artista, é uma mulher suficientemente independente e activa.
Olha para trás e recorda a sua vida.
Uma infância boémia em Londres e em Cornwall, um casamento desastroso durante a guerra,e o homem que ela verdadeiramente amou.
Teve três filhos.
Descobre que tem um bem importante, que vale uma fortuna, é um quadro "Os Apanhadores de Conchas", que o pai lhe deu de presente e pintado por ele próprio.
Aí ela que passa a decidir e a determinar o que deixará a cada filho, fazendo um testamento detalhado de acordo com o que ela acha justo.
E após a sua morte a sua família fragmentasse definitivamente.


Um livro excelente..leiam-no mesmo

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Um brinde ao sucesso

Marta,

Dar parabéns, desejar felicidades são palavras triviais demais para este momento.

Podia simplesmente banalizar o acontecimento e dizer o que muitas vezes oiço "não fez nada que não fosse o seu dever".

Jamais serei injusta para contigo, e não quero desvalorizar o teu trabalho, sei que estudar também cansa, e por vezes há desanimo, e até a concentração nos atraiçoa.

Sei também que a vida académica deixa marcas para a vida, aconselho que selecciones a tua memória só para os grandes momentos.

A alegria, o orgulho que eu sinto é uma continuidade, não é só hoje que emocionalmente estou mais sensível.

Vem de sempre.

Pelo percurso da tua vida, pelas tuas lutas e pelas derrotas, que sabiamente transformaste-as em troféus.

O teu nascimento foi a maior batalha que travamos juntas, superamos!!!

Foi esse o momento, que eu te ensinei a nunca desistir e dei-te o maior valor que temos que é a Vida.

Por isso hoje és vencedora.

A sorte nunca se sentou ao teu colo, o trabalho a inteligência, e a tua determinação, é que formaram-te na Mulher responsável que és.

Ultrapassaste mais um de muitos obstáculo.
Finalizaste com distinção a tua licenciatura.

Sei que não se vão esgotar momentos e motivos para brindarmos mais vezes.

Todos os dia fazes com que eu sinta estar apaixonada e feliz.

Por tudo isto, vou agarrando a vida.

Beijinhos,
Mãe

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Fui à casa das tias.

Abri o portão de ferro pintado a vermelho,
rangeu como dantes sobre o chão de pedra lapidada.
Subi os cinco degraus.
Tudo igual!!!
Os jardins cheios de diversos arbustos, plantas tropicais, cactos...o grande cedro que todos nós subimos, tão velhinho não suportou tantos Invernos, e os braços caíram desamparados.
Foi cortado, resta o seu tronco com diâmetro digno de uma mesa de sala.
Mais à frente a capela em cumprimento de um voto à Imaculada Conceição, ladeada pelas mesmas cameleiras, a lápide de mármore com o registo datado em 26 de Julho no ano de 1959 , benzeu no local a primeira pedra o Cardeal Dom Teodósio Clemente de Gouveia, o primeiro e, até à data, único cardeal madeirense.
O lago dos peixinhos hoje está cheio de terra, é uma floreira.
Onde era a casinha de prazeres forrada com palha de trigo e corriolas de flores é um espaço aberto onde continua a mesa ao centro de cimento pintada a vermelho.
Era onde bebíamos chá, refrescos, comíamos biscoitos e saboreávamos os melhores bolinhos do mundo!
O maracujaleiro, o tomateiro inglês continuam junto à porta da cozinha, e para baixo a imensidão de terreno cultivado.
Todo o interior foi modificado, mas continuam a mesma estrutura o mesmo tamanho e as mesmas janelas...
O cheiro ficou, a emoção a alegria neste reencontro, transformei-me em criança com as mesmas sensações incríveis, senti-me feliz mesmo estando triste.
O passado voltou.
Revivi parte da minha infância, das minhas raízes:
- A minha família!!!
Vou continuar a dizer que, viver o momento é o mais importante, mas a saudade acaba sempre por me atraiçoar...

sábado, 10 de julho de 2010

Poesia de Mário Andrade

O valioso tempo dos maduros.
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.

As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

"As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos".

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,minha alma tem pressa...

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana,que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!

Funchal

Funchal