segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Fiz uma pausa, para tomar café

Actualmente, vivemos num contexto de competitividade, agressividade e impaciência.
As pessoas andam assim.
Eu acredito que a agressividade vem de sempre, o stress fica como culpado, mas as pessoas são isto mesmo, más e egoístas.
Não querendo generalizar,há sempre as boas pessoas !!!
Causas mínimas, ou a ausência delas, tornam-se motivos de separação entre casais e amigos.
Isto acontece porque lidar com pessoas é uma das coisas mais difíceis que existe.
Para quê viver brigando quando se pode alcançar os objectivos vivendo em paz?
Há conversas que vão e vêm, conversas que passam, conversas sem sentido, conversas para perder tempo:
- As chamadas “conversas de café”.
Contudo a banal presença mesmo ao balcão para tomar um café à pressa, pode-nos brindar com uma “conversa” que nos faz pensar na vida, nas pessoas e nas nossa postura perante as coisas.
Talvez, seja mais fácil deixar tudo como está do que tentar fazer diferente.
É que nós corremos o risco de acertar e fazer muito melhor.
Ou então, deixar tudo como está ,é o resultado mais imediato da resistência em abandonar a zona de conforto da preguiça e da inércia.
Pode ser fácil adaptar-nos a situações de agressividade nos nossos relacionamentos, até nos mais íntimos, encontramos sempre justificação para a violência do outro.
E, a nossa vida?
Aí, a chance de viver com um pouco mais de dignidade e em paz começa a ficar uma realidade distante de nós
Assim como é fácil deixar tudo como está, não pode ser difícil romper com uma situação desconfortável.
Criar um novo ciclo de mudanças, procurar a paz e tranquilidade.
Ninguém tem dúvidas de que as dificuldades aparecem, mais cedo ou mais tarde, na nossa vida.
Quando começo a analisar bem as coisas, dou-me conta de que os caminhos que vou fazendo no dia-a-dia, não são mesmo nada originais.
E fica o quê? Desilusão desanimo, por não conseguir....fragmentos do cotidiano, impressões e sensações.
Aqui não faço especulação.
Apenas o simples, apresentado com simplicidade.
Porque eu sei que para qualquer absurdo há sempre um precedente.
Afinal, talvez consiga fazer alguém feliz!

8 comentários:

Zeca - Diabo disse...

A vivencia deixa-me esta duvida... Nós seres humanos somos maus e esporádicamente temos atitudes boas? ou somos bons e esporádicamente temos atitudes más?

Dalva M. Ferreira disse...

Obrigada por sua passadinha lá pelo meu blog de poesias! Eu também gosto de visitar os amigos, mas nem sempre dá tempo de deixar registrados grandes e profundos pensamentos. (Bem, não que eu os tenha!!!) Esse novo mundo cibernético nos requisita cada vez mais, e o dia teima em continuar só com suas minguadas 24 horas. Não é?

Manuel disse...

Esta pausa para o café,é parte de uma obra filosófica,assim o espero,queremos continuidade.
Gosto do teu pensamento,da maneira como expões o que te vai na alma.
Parabéns!
Um merecido beijo.

entremares disse...

Convidas-me para o café?

É verdade... talvez seja à mesa do café, ou à frente de uma chávena fumegante... que muitas coisas ganham forma. Algumas boas, outras excelentes... outras, nem por isso.

Mas só queria discordar de uma coisa pequenina, se permitires ( para além de que estás a abusar do acuçar ). Esses caminhos que dizes nada originais... podem ser os certos.

Houve um tempo em que acreditei que as coisas que eu fizesse só valeriam a pena se fossem originais. Hoje, penso que na altura estava mais preocupado com o valor do amor-próprio ( meu ) do que com o valor das coisas.

E se me apetecer beijar alguém, acarinhar alguém, elogiar alguém... vou continuar a fazê-lo... mesmo sem ser original.

Mas... ora bolas, para que estou eu a escrever isto aqui, se tu já sabes isso?

Obrigado pelo café. Estava delicioso.
Queres repetir amanhã?

Leninha disse...

A agressividade não nasce com as pessoas. Ao longo dos anos, com as situações quotidianas, é que vamos ganhando essa parte má da nossa personalidade, acho eu. Não acredito que as pessoas se adaptem às situações de agressividade, penso que o medo que as pessoas têm em relação ao agressor é que faz ficar por perto. Esse medo, leva o seu tempo, um bom tempo, mas passa, e aí tomam uma atitude, fogem........
Enfim...dava conversa para imensos cafés....
Quando tomamos o nosso cafezinho, titchia????

Vieira Calado disse...

Dignidade, precisa-se,

neste país!

Essa falta, creio, está na base das nossas desgraças colectivas.

Cumprimentos meus

MarTIC@ disse...

Não sou adepta de café mas aprecio os seus registos neste blog.

Como diria Rosseau: o Homem é bom por natureza; a Sociedade é que o corrompe. E como são grandes as tentações! [E as ilusões também...]

Bjs
X@u

Joa de Arievilo disse...

— Vai um café de verdade? (veja 'Um Café de Verdade' no 'Mais Um Chato')

Funchal

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